Nascido a 20 de Maio de 1969, exactamente dois meses antes do Homem aterrar na Lua, Carlos Vieira “sabia que já nada mais seria impossível”. Sem possuír um registo académico brilhante, ficou com a convicção de que a escola é apenas um conjunto de conhecimentos medianos e uma forma medíocre de pensar. Mas o seu futuro como homem renascentista veio a revelar-se apesar do amorfismo da época. O seu engenho ficou conhecido na escrita com a obra “O Dromedário do Gelo” além de variadas colecções de contos, no xadrez com diversos títulos e no cinema onde participou no filme “Varian & Putzi: A 20th Century Tale” e produziu “Pigeon Tango”. Um homem radicalmente interessado em todos os campos do saber e do conhecimento, Carlos Vieira é fundamentalmente conhecido como um estudioso da massa humana tendo-se dedicado a este tema nas diversas viagens que efectuou pelo mundo. Por esta diversificação de áreas de interesse e pela sua genialidade em todas elas, Carlos Vieira transcende em muito os limites de uma história de Portugal para poder ser considerado uma figura pertencente à história da cultura, e à história do espírito humano e das suas realizações ou, pelo menos, das suas ambições.